sexta-feira, 5 de março de 2010

Nos frascos de remédio, nenhuma certeza

Meus dias têm sido difíceis. Apesar da autoconfiança e das ótimas companhias que me cercam, meu interior dói. Pode ser por causa dos muitos remédios que eu ando tomando para diversas coisas diferentes ou por causa de um álbum que anda no meu repeat há umas boas semanas.

Fico me ouvindo cantar que você tem medo demais e isso não sai da minha cabeça. E tudo é lento demais. Demais. Não suporto esperar, independente do motivo.

Nesse frio que tem feito, eu não tenho muitas opções. Mesmo depois de ouvir que o meu cheiro ainda é o mesmo, um ano depois de ouvir que o meu cheiro é muito bom. Eu não esperei por isso. Nem vou esperar por nada.

Eu não espero por ninguém.

terça-feira, 2 de março de 2010

I think you're crazy, maybe

Não abandonei. Não esqueci. Me mantenho quase a mesma. Um pouco mais magra, e um pouco mais gorda de vez em quando. A mesma impulsividade e aquela quase intensidade que atrai alguns e espanta outros.
O que mudou foi a capacidade de praticar o desapego. Nunca foi tão fácil olhar pra trás e pensar 'Tá bom. Passou. Posso continuar?'. Não tive que fazer nenhum esforço pra deixar aquele que me assombra há anos parar de me atingir. Esse ano, as grosserias não me deixaram preocupada ou chateada. É bom não se arrepender das suas decisões.
E o que eu espero desse ano é não esperar nada de ninguém. E continuar sendo impulsiva, compulsiva e quase intensa.